quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ser Brasileiro ...


Temos uma cultura rica, temos a cidade maravilhosa e o cristo redentor; temos belezas que pessoas do mundo todo são atraídas a conhecer. Temos lindas praias, belas paisagens, as mulheres consideradas as mais bonitas e “gostosas” do mundo; temos o carnaval. Temos Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo (...).
E só nós, brasileiros, sabemos quantos problemas também temos. Aliás, os nossos problemas estão muitas vezes estampados também nas capas dos jornais do mundo todo. Nossos conflitos, problemas sociais e a violência do nosso país também são muito conhecidos. Porém, somos nós, brasileiros, que respiramos corrupção, violência e desigualdades a todo o tempo. Somos nós quem vive essa realidade.
São tantas causas muitas vezes já enumeradas para os nossos problemas, que sempre começam com as desigualdades raciais e sociais. Hoje em dia parece tudo muito bem dividido de fora, quando na verdade estão todos misturados, por trás dos perfis idealizados pela sociedade.
Fácil dizer que todo favelado é bandido; mais fácil ainda dizer que todo policial é honesto e trabalha pra nos proteger. Porém na prática não é assim. Aliás, na prática os papeis se invertem a todo o tempo. Favelado é também inocente; policial é também bandido.
Talvez o grande problema seja esses tabus que criamos. É tudo muito pré-conceituoso. As pessoas estão taxadas como um todo. E pensando como seres humanos individuais; no fundo sabemos que nem todo favelado é bandido, e que nem todo policial é sujeito honesto. É simplesmente mais fácil e “prático” tratar as coisas assim, como um todo. Afinal, hoje em dia está tudo mais claro quanto aos papéis dos principais personagens da nossa sociedade. Diante de tantos acontecimentos, tantas provas da corrupção na polícia, tanta violência desnecessária, tantos inocentes morrendo, tantos traficantes impunes; talvez nossa visão da sociedade possa estar mudando, inclusive depois da hora.
É realmente hora de uma visão menos taxada das pessoas e seus papéis na sociedade. Temos muitos exemplos de favelados honestos, inocentes; como de favelados talvez acostumados com o papel que a sociedade impôs, e agindo como bandidos que disseram para ele serem; e foram. Muitos exemplos de policiais honestos, empenhados em combater o crime e contribuir para a segurança da sociedade; como aqueles que impedem esse trabalho honesto, escolhendo ficar do lado oposto, ajudando o crime a proliferar, e assim, anulando todo o trabalho suado de toda uma sociedade com vontade de mudar. São esses os principais culpados: os bandidos disfarçados de homens da lei. Assim como traficantes e usuários do trafico (os patrocinadores), disfarçados de pessoas de bem, de classe média alta.
Não é a toa que esses nossos evidentes problemas sociais sejam alvo do foco do cinema brasileiro. É isso que conhecemos bem e sabemos contar. Às vezes de forma injusta, contada por um ponto de vista preconceituoso e burguês; às vezes de forma justa, como cidadãos que realmente participam dessa realidade, e assim, com mais autonomia para denunciar os realmente culpados.
Filmes como “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus” nos mostram claramente que ser brasileiro é estar no meio de uma grande mistura de raças e papéis sociais que a nossa sociedade ainda não tem capacidade de pré-definir.

Um comentário:

Thaís Rizzo disse...

Vc é meu orgulho! ;x
me incentivo.. meu apoio.
apesar dos pesares, eu gosto de ser brasileira c/ vc!